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Ultimamente mi sono chiesto: quando pensamos às nações mais ricas do mundo, o que nos vem à cabeça? Provavelmente os Estados Unidos, certo? Faz sentido, é a maior economia em absoluto. Mas aqui há uma reviravolta que muitos não sabem: há países muito mais pequenos que deixam os EUA para trás quando falamos de PIB per capita.
Pensem no Luxemburgo, Singapura, Irlanda, Catar. Estes lugares estão constantemente no topo das classificações. Não é magia, é o resultado de governos estáveis, força de trabalho altamente qualificada, setores financeiros sólidos e um ambiente onde os negócios prosperam de verdade. O Luxemburgo, em particular, é a nação mais rica do mundo se olharmos para o PIB per capita: 154.910 dólares. Incrível, não?
Uma coisa interessante é como estes países construíram a sua riqueza de formas diferentes. Alguns, como Catar e Noruega, aproveitaram as suas enormes reservas de petróleo e gás natural. Outros, como Suíça, Singapura e o próprio Luxemburgo? Apostaram tudo nos serviços bancários e financeiros. Estratégias opostas, resultados semelhantes.
Mas o que exatamente é o PIB per capita? Fundamentalmente, é a renda média por pessoa num país, calculada dividindo a renda total pela população. É útil para entender o padrão de vida, embora não capte completamente as desigualdades entre ricos e pobres. De qualquer forma, é a métrica mais usada.
Vejam o top 10 das nações mais ricas do mundo por PIB per capita: Singapura é segunda com 153.610 dólares, Macau é terceira com 140.250. Depois Irlanda, Catar, Noruega, Suíça, Brunei, Guiana, e os Estados Unidos décimos com 89.680 dólares. A diferença é enorme.
Singapura fascina-me particularmente. Passou de país em desenvolvimento a economia avançada em tempos relativamente curtos. Graças ao ambiente favorável aos negócios, impostos baixos, governação forte, força de trabalho qualificada. Tem o segundo maior porto de contentores do mundo, depois de Xangai. Estabilidade política e baixa corrupção tornaram-na um ímã para investimentos estrangeiros.
A Irlanda é outro caso interessante. Nos anos 30, adotou políticas protecionistas que a estagnaram, enquanto o resto da Europa crescia. Depois abriu a economia, entrou na UE, e boom: acesso a mercados enormes de exportação. Hoje é a quarta nação mais rica do mundo, com 131.550 dólares de PIB per capita. Setores fortes: agricultura, farmacêutica, software.
A Noruega foi o país mais pobre da Escandinávia até ao século XX, baseado na agricultura e pesca. Depois descobriram petróleo offshore e tudo mudou. Hoje, 106.540 dólares per capita, um padrão de vida altíssimo, sistemas de bem-estar social entre os melhores da OCDE. Único problema: é também um dos lugares mais caros para viver na Europa.
E os Estados Unidos? Continua a ser a maior economia global em termos de PIB nominal. Hospeda as duas maiores bolsas de valores (Bolsa de Nova Iorque e Nasdaq), Wall Street domina as finanças mundiais, o dólar é a moeda de reserva global. Investe 3,4% do PIB em investigação e desenvolvimento. Mas também tem a maior desigualdade de rendimentos entre países desenvolvidos e a maior dívida nacional do mundo, mais de 36 trilhões de dólares.
O que me impressiona é como estes dados revelam estratégias económicas completamente diferentes. Algumas das nações mais ricas do mundo construíram-se com recursos naturais, outras com inovação financeira, outras ainda com manufatura e serviços. Não há uma fórmula única, mas o que une todos é estabilidade, governação eficiente e abertura aos investimentos.