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Acabei de ver alguns vídeos que circulam sobre como se movimentava o dinheiro na AFA e, sinceramente, parece um filme. Os registos mostram um circuito bastante sofisticado: dinheiro que saía de financeiras na city portenha, passava por escritórios intermédios e terminava em residências privadas. Tudo documentado, tudo gravado.
O mais chamativo é que os protagonistas filmavam cada passo. Juan Pablo Beacon, que trabalhava com o tesoureiro Pablo Toviggino, gravava vídeos contando maços de 10 mil dólares. Em um deles diz 'Isto é o que entregaram hoje, 20 de maio, 115.600'. Quase dez minutos de vídeo mostrando a contagem, certificando quantidades. Parecia um mecanismo para evitar que alguém desviasse dinheiro no caminho, mas acabou sendo a prova de tudo.
A rota era clara: avenida Corrientes (havia pelo menos dois pontos em 327 e 456), depois uma paragem em Lavalle 1718 onde trabalhavam Beacon e Cristian Brian Prendes. De lá saíam os pacotes para outros destinos. O dinheiro viajava em caixas de vinho, sacos, mochilas. Notas de $100 em peso argentino, dólares, o que fosse. Uma fonte que conhecia a operação confirmou que as caixas de vinho ajudavam a passar despercebido na rua.
Em uma semana de maio de 2021 movimentaram mais de 800 mil dólares. Beacon deixou tudo anotado: 'Saldo a 16/5: 235K. Entrada a 17/5 e 18/5: 598 (92% de 650K)'. Isso significa que de cada 650 mil que entravam, ficava uma comissão de 8% para as 'cuevas' da city. Os números eram precisos, quase contáveis.
O que é interessante é que isto não foi isolado. Os registos com fotos e vídeos remontam pelo menos a 2021 e continuaram em 2022. Uma foto de novembro de 2021 mostra uma mochila com maços de 50 mil dólares dentro. A mensagem que chegou nesse dia: entre as 13h30 e as 14h30 iam chegar '870' (provavelmente 870 mil dólares). O 'valijero' tinha ordem de guardar até entregá-los no dia seguinte em Montevidéu.
Depois de um roubo em abril de 2021 em Recoleta, onde Beacon e outro dos seus associados perderam dinheiro, a desconfiança aumentou. Foi aí que começaram a gravar e documentar tudo de forma mais sistemática. Recomi SA, uma empresa onde Beacon se tornou principal beneficiário em junho de 2022, emitia faturas à AFA por 'serviço de consultoria': 544.500 pesos em agosto, o mesmo valor em setembro.
O que surpreende é que tudo isto acontecia à luz do dia, em zonas muito movimentadas de Buenos Aires. Lavalle fica a menos de 100 metros de Callao, a três quadras de Córdoba. Prendes recebia os pacotes na rua após verificar identidades. Segundo seus familiares depois, ele apenas cumpria ordens de Beacon, a quem seguia desde Viedma. 'Escolhi mal o meu chefe', chegou a dizer.
A operação coincidiu com intermediários que arrecadavam dinheiro da AFA no exterior e o desviavam para empresas fantasmas. Odeoma Gestão em Madrid, ligada a Marcelo Fabián Ramón Saracco. TourProdEnter, a empresa de Javier Faroni e Erica Gillette, movimentou quase 55 milhões de dólares para nove empresas em Miami, tudo com faturas falsas por 'logística' e serviços que nunca existiram.
O mais sombrio é que o dinheiro chegava a Buenos Aires pelas mãos de financiadores que ainda permanecem na sombra. Desde a city começava a entrega pela cidade. Às vezes eram pesos, às vezes dólares, às vezes trocavam divisas. Uma foto de maio de 2021 mostra maços de $100 em peso argentino com uma faixa que diz '19 de maio - Casa Central'.
Em outra imagem vêem-se 39 maços divididos em quatro blocos, notas de USD 100 cada. Se cada maço fosse de 10 mil dólares, como Beacon contabilizava, isso somava 390 mil dólares numa só foto. Tudo sobre uma superfície negra, provavelmente um armário do escritório de Lavalle que funcionava como ponto de recepção.
O que começou como uma operação com lealdade extrema acabou em traições. A relação entre Beacon e Toviggino quebrou-se em meados de 2023. Houve acusações cruzadas, sempre por dinheiro. O que parecia uma estrutura perfeita colapsou quando começou a faltar dinheiro e as engrenagens tentaram proteger-se.