Recentemente, notei que cada vez mais pessoas se interessam por como escolher corretamente uma carteira para guardar criptomoedas. E o que é interessante é que a maioria nem sequer entende a diferença entre soluções custodiais e não custodiais. Vou explicar por que isso é importante.



O sentido de uma carteira não custodial é que você é totalmente responsável pelos seus fundos. Nenhuma terceira parte tem acesso às suas chaves privadas. Parece complicado, mas na prática isso oferece o máximo de controle e segurança. Claro, exige responsabilidade — é preciso cuidar da frase seed como se fosse um bem precioso.

Nas soluções baseadas no navegador, destacaria algumas opções testadas. MetaMask — é um clássico, funciona desde 2016 e tornou-se popular ainda na época do DeFi-boom. É conveniente, mas foca principalmente em redes compatíveis com Ethereum. Se você quer guardar diferentes ativos, isso pode ser uma limitação.

MyEtherWallet também é um velho conhecido desde 2016, também voltado para Ethereum e seu ecossistema. Funciona com DApps, suporta NFTs. Mas se precisar de versatilidade com altcoins, não é a melhor escolha.

Existem carteiras de navegador mais universais, que suportam múltiplas blockchains — você pode guardar Bitcoin, Ethereum, Solana e muitas outras moedas num só lugar. Uma carteira não custodial desse nível de conveniência realmente facilita a vida. Trust Wallet também está nessa categoria — compatível com várias blockchains, permite staking direto no app, tem proteção biométrica.

Já se falarmos de segurança máxima, aí entram as carteiras de hardware. Elas armazenam as chaves privadas localmente no dispositivo, conectando-se à rede apenas para confirmar transações. Hackear uma carteira assim só é possível fisicamente, o que a torna a opção mais confiável para guardar grandes quantidades.

Ledger Nano S — é um líder reconhecido no mercado, com boa reputação. Suporta mais de mil criptomoedas, é fácil de usar até para iniciantes. A única desvantagem é a memória limitada, então se você quer guardar muitos ativos diferentes, pode ser um problema.

Trezor Model One foi lançado ainda antes — em 2014. Também é conveniente e acessível para iniciantes. Tem um aplicativo integrado para comprar criptomoedas diretamente na carteira. A qualidade de construção é um pouco inferior à do Ledger, mas funcionalmente não fica atrás.

SafePal S1 surgiu mais tarde, em 2019. Suporta 20 blockchains e mais de 10 mil tokens, incluindo NFTs. Uma funcionalidade interessante é a auto-destruição para proteção contra malware. É suportada por uma divisão de venture capital de uma grande exchange.

Ao escolher uma carteira não custodial, é importante considerar alguns fatores: quantas diferentes criptomoedas você pretende guardar, qual nível de segurança precisa, se é conveniente trabalhar com ela. Carteiras de navegador são mais práticas para uso ativo e interação com DApps. Hardware — para armazenamento de longo prazo de grandes quantidades.

O mais importante ao trabalhar com qualquer carteira é nunca compartilhar sua frase seed e senha. Essa é a sua chave para todos os fundos. Se perder a frase e esquecer a senha, não será possível recuperar o acesso. Portanto, armazene isso em um local seguro, de preferência até em formato físico. E não se esqueça de atualizar o software da carteira — essa é uma higiene básica de segurança.
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